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Próxima de volta à quadra, Izabela Nicoletti mira WNBA em quatro anos e quer Olimpíada de 2020

  • Autor: Nova Opinião - Data 25/03/2019

Recuperando-se de uma cirurgia no joelho, jogadora do Florida State acredita que é possível jogar em Tóquio 2020 com a seleção e projeta ida para a elite feminina após universidade

Izabela Nicoletti conta os dias para voltar à quadra. Recuperando-se de uma grave ruptura no ligamento do joelho direito, a armadora retorna às atividades aos poucos e quer recuperar o tempo perdido brigando ainda por este ciclo olímpico na seleção brasileira. Aos 19 anos, ela é talvez a maior promessa do basquete feminino do país, ranqueada pela ESPN americana com a nota 98 entre as jogadoras universitárias e um dos bons valores de Florida State na primeira divisão da NCAA.

É por lá que Izabela pretende seguir os próximos quatro anos, se formar em gestão do esporte e aí sim ser draftada para a WNBA. Sem pressa para jogar na elite adulta feminina, a brasileira mantém vem sendo observada de perto também pela Confederação Brasileira de Basketball. A junta médica da CBB troca informações com a Florida State e conversa sobre o retorno dela às quadras.

‘Penso no ciclo de 2020, com certeza. Com a lesão, fui red shirt este ano, então terei um ano extra. Pretendo ser campeã da NCAA com o meu time, me formar e depois ser draftada. Me vejo a quatro anos da WNBA’

São quase oito meses fora de quadra. Hoje, Florida State está ranqueada como a 19ª melhor equipe da primeira divisão feminina da NCAA. Izabela já vem fazendo atividades ao lado do grupo, acompanha o time de perto e nas próximas semanas aumentará o ritmo para retornar às quadras. Ela acredita que é possível tirar o ‘atraso’ após tanto tempo parada.

- Acredito que conseguirei recuperar o tempo perdido. Vai ser difícil, tenho certeza que terei dias complicados pela frente, pois não é fácil tirar oito meses em dois, mas eu darei o meu melhor - conta.

Se estiver recuperada, Izabela é nome certo da nova geração da seleção feminina. Apesar da idade, ela já jogou uma AmeriCup com o time principal em 2017, na Argentina. Pegou experiência em quatro jogos com médias de 7,9 minutos, 0,3 pontos, 0,8 rebotes e 0,5 assistências.

As estatísticas, porém, não condizem com sua importância nessa renovação que o Brasil vive no basquete feminino. O país ficou de fora do último Mundial, mas 2019 é importante para a equipe, que começa a brigar pela vaga olímpica para Tóquio 2020. Para Izabela, as brasileiras que estão nos EUA jogando o basquete universitário são um bom caminho para a renovação.

- Acho que todas as meninas que estão aqui tem um enorme potencial para voltar ao grupo e representar nossa seleção brasileira.

Fonte: GloboEsporte

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