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Bruno Blindado disputa título do M-1 contra russo invicto

  • Autor: Nova Opinião - Data 25/10/2018

São 13 vitórias nos últimos 14 confrontos. A última delas nocauteando no primeiro assalto o ex-campeão do Bellator Alexander Shlemenko. Bruno Blindado chega com boas credencias para disputar o título do peso-médio do M-1 Global, dia 2 de novembro, em Cheliabinsk (RUS), na luta principal da edição de número 98 da organização russa. O adversário será o duro Artem Frolov, campeão da companhia e que jamais perdeu na carreira em 11 combates, mas o atleta da Evolução Thai mostrou confiança de que tem as ferramentas necessárias para acabar com a invencibilidade do dono da casa.

- Vi algumas lutas dele e, das que vi, ele anda muito pra frente. Eu enfrento eles, não recuo. Quando lutei com o Shlemenko e com Kovalev, dois caras agressivos, que crescem muito vindo pra cima, foi o que fiz. Treinei para encurralar. O Frolov nunca tomou um soco, é um cara que não vi lutas tão duras dele. Vi que os caras que lutaram, respeitaram muito ele, e eu não sou muito de pontuar. Eu mato ou morro. Entro para acabar com a luta. Só fui para pontos duas vezes, são 15 nocautes, não tenho medo de ser nocauteado. Vou para a guerra mesmo. A brecha que vejo nele é que é um cara muito pontuador, joga jab, direto, umas quedinhas, quando toma um soco forte, coloca para o chão. Venho conversando isso com o (André) Dida, estamos treinando, vamos fazer ele sentir dor e andar pra trás, onde acredito que vou pegar ele. Vamos ver a reação dele andando pra trás e tomando soco. A intenção é não deixar ele crescer na luta - analisou, em entrevista ao Combate.com.

Bruno Blindado nocauteou Alexander Shlemenko em sua última luta, quando estreou no M-1 Global — Foto: Divulgação Bruno Blindado nocauteou Alexander Shlemenko em sua última luta, quando estreou no M-1 Global — Foto: Divulgação

Bruno Blindado nocauteou Alexander Shlemenko em sua última luta, quando estreou no M-1 Global — Foto: Divulgação

A ascensão meteórica na Rússia surpreendeu o próprio Blindado. Escalado no RCC 2 contra Gennadiy Kovalev, não tomou conhecimento do oponente ao aplicar um nocaute no primeiro round. A performance chamou a atenção do M-1, que prometeu testes mais difíceis para ele, mas o brasileiro não esperava que o seguinte já fosse Alexander Shlemenko.

- Em fevereiro aceitei a luta no RCC, outro evento, e você sabe como é complicado lutar na Rússia. não queria ir pela fama de lá, mas aceitei o desafio e nocauteei. Me contaram que iam colocar (adversários) mais duros, mas não sonhava que seria o Shlemenko de cara. Quando apareceu, não pensei duas vezes e aceitei. Não falaram que se eu ganhasse iria para o cinturão, mas falei que, se ganhasse, ia pedir isso. Quando cheguei na Rússia, rolaram comentários que quem ganhasse iria para o cinturão. Quando ganhei o dono do evento perguntou o que eu queria, que ele estava à disposição. Falei que queria a disputa de cinturão, ganhei do melhor atleta da categoria e nada mais justo que o cinturão. Na hora eles falaram \\\"aceito\\\". Estou no melhor momento da minha vida, terceira luta minha na Rússia e a segunda no M-1 Global, evento muito grande e organizado.

 Apesar do receio inicial de assinar com uma companhia russa, Blindado hoje está feliz com o tratamento que recebe.

- Sonhei muito com este momento. Minha meta era, até ter 30 anos, ser contratado em evento internacional. Estou com 29 e contratado no M-1, que tem parceria com UFC. Estou muito feliz com a oportunidade de botar meu nome para o mundo, ser um novo campeão mundial na terra dos russos. Sou muito bem recebido lá, me tratam muito bem e é a terceira vez que luto na mesma cidade, em Cheliabinsk, tenho um carinho gigante por ela, tenho muitos seguidores de lá, muitos russos que gostam de mim e alguns que me odeiam também (risos) - brincou.

A parceria do M-1 Global com o Ultimate também animou o brasileiro, que, como tantos outros, tem o sonho de ser contratado pela maior organização do mundo. Ele ainda contou ter chegado perto de ser atleta do UFC em algumas oportunidades.

- Há um tempo atrás eu vinha de 10 vitórias seguidas, em 2016, e era cogitado para entrar no UFC se ganhasse no Líbano, quando lutei com um francês (Moise Rimbon). Infelizmente perdi a luta e isso me afastou do UFC. Participei uma vez do TUF, fiz um lutão com o Vitor Miranda, mas também não deu, bati na trave de novo. Me chamaram uma vez para substituir um cara e não deu certo. Na luta do Anderson, quando ele se machucou em Curitiba (em 2016), também não deu certo. Em 2017 passei afastado um ano, só treinando e lutando jiu-jítsu e submission, fazendo competições por fora. Meu empresário pediu para fazer lutas por fora (do MMA), meu treinador também, para melhorar meu defeito, Quando apareceu o M-1, logo em seguida veio essa parceria (com o UFC). Estou muito feliz no M-1, se for para migrar para o UFC como campeão, vou feliz, é um sonho pessoal. Se for para defender meu cinturão, também fico feliz. São dois eventos grandes - concluiu.

Fonte: G1

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