Cajazeiras já registrou esse ano 203 casos de Calazar. Ano passado foram 271 casos até o mês de dezembro

  • Autor: Nova Opinião - Data 28/11/2016

Continua Registrado um número muito elevado de Leishmaniose (Calazar). Segundo a coordenadora do núcleo de Zoonoses do município, a veterinária Isabela Cartaxo, o exame foi positivo em 203 cães

Segundo ela, a cidade de Cajazeiras é uma área endêmica, em função do grande número de mosquito voando e consequentemente transmitindo a doença.

Quando o exame é positivo em um animal, os demais que ficam próximo nas residências próximas também tem o sangue coletado e em caso de positivo, são sacrificados, além de um trabalho de borrifamento que é feito, com o objetivo de eliminar os mosquitos.

A notícia boa é que este ano não foi registrado nenhum caso de Calazar em humanos. Ano passado foram 271 casos até o mês de dezembro, sendo 11 em humanos, que resultaram em duas mortes.

Um problema que deve contribuir para a transmissão da doença é o grande número de cães que vivem nas ruas da cidade , sem um dono. O município não conta com um canil. Quem faz hoje o recolhimento dos cães com suspeita de Calazar e os que ficam as residências próximas a animais que foram diagnosticados com a doença, além de cães que moram nas ruas com sintomas da doença é Eliézer Querino, de forma terceirizada. Ele inclusive está construindo um canil, para ampliar esse trabalho.

Calazar:

Também conhecida como Leishmaniose, que durante muito tempo era restringida ao protozoário, que é o seu causador, através do mosquito – palha transmissor direto aos animais que se tornam hospedeiros definitivos principalmente os roedores.

A doença compromete os órgãos viscerais, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. O Calazar costuma se propagar nas regiões rurais sendo comum no nordeste brasileiro. Nos centros urbanos essa doença começa a ser uma ameaça devido à grande quantidade de animais soltos nas ruas.

Com a proliferação da doença e o não tratamento adequado essa doença tende a se manifestar e crescer. Vale lembrar que a doença não se transmite entre animais, pessoas ou cachorro para pessoas e vice-versa, sendo transmitido apenas pela picada do mosquito fêmea infectado.

A pessoa infectada passa a se sentir febril, cansado, nota um aumento de volume em seu fígado e seu baço, com a evolução da doença surge anemia, hemorragias nasais, gengivais e intestinais, queda dos cabelos entre outros sintomas e sinais. A morte poderá sobrevir por distúrbios respiratórios, circulatório e etc.

O Calazar faz cerca de 500 mil vítimas a cada ano em todo o mundo. Para prevenir o Calazar é necessário combater ao inseto adulto e aos criadouros, com inseticidas, o uso de telas na janelas, o uso de repelentes para impedir as picadas do mosquito-palha, o principal é evitar circular em ambientes de mata fechada. Lembrando sempre que essa doença é visceral, o que implica no agravamento do quadro quando os sintomas não são diagnosticados precocemente.

Fonte: Diário do Sertão

Desenvolvido por Quick
Todos os direitos reservados ao portal Nova Opinião