Professores e estudantes da UFCG de Pombal discutem prejuízos com a limitação de gastos públicos por 20 anos

  • Autor: Nova Opinião - Data 26/11/2016

Uma importante reunião aconteceu na manhã desta sexta-feira (25) no auditório da UFCG – Campus de Pombal.

O evento contou com a presença do Diretor Roberto Cleiton Fernandes de Queiroga, além de professores e alunos da instituição.

A atividade teve início às 08h30, objetivando discutir os impactos para a comunidade acadêmica a partir do pacote de medidas do governo.

No dia anterior, quinta-feira (24), foi realizada uma assembleia para a discussão de um indicativo de greve para a categoria fazendo parte dos protestos contra a PEC 241 aprovada na Câmara Federal e a PEC 55 no Senado que trata da questão da limitação dos gastos públicos para os próximos vinte anos.

Diante do exposto o Campus de Pombal aprovou também a sua paralisação embora ainda sem data definida.

Para hoje ficou previsto que técnicos e alunos se reuniriam para a discussão dos efeitos desse pacote federativo em nível local.

Pelo visível crescimento da Universidade de Pombal nos últimos anos, a limitação de verbas afetará diretamente o processo já que existe atualmente a necessidade de duas vezes mais recursos para manter os cursos existentes.

“Já temos limitações de recursos de custeio de capital o que para nós já é uma forma de controle muito radical feita por parte do Governo Federal isso impede, por exemplo, que agente possa planejar e expandir a universidade tanto em cursos como na aquisição de materiais para que os alunos tenham uma boa formação”, lembrou Roberto Cleiton.

Deste debate poderiam ter participado mais pessoas, no entanto, os presentes proporcionaram uma discussão muito rica sobre o assunto.

A partir de primeiro de janeiro uma pauta de mobilizações deverá acontecer na cidade visando chamar a atenção da sociedade e fortalecer a luta encampada contra as decisões do governo Michel Temer que em síntese representam um retrocesso.

O resultado nestes vinte anos poderá definir o sucateamento das universidades e futuramente um caminho para as suas privatizações.

 

Fonte: Marcelino Neto

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