O envelhecimento junto das doenças, e a importância das atividades físicas

  • Autor: Ronney Videres - Data 26/11/2016

O envelhecimento é um processo caracterizado por alterações morfológicas, fisiológicas, bioquímicas e psicológicas que levam a uma diminuição da capacidade de adaptação do indivíduo ao meio ambiente, que terminam por levá-lo a morte. São consideradas pessoas idosas aquelas que possuem 60 anos de idade ou mais.

Essa população vem crescendo devido à evolução da ciência, que possibilita a elas um envelhecimento saudável, permitindo também a realização de exercícios físicos e atividades recreativas.

Atividades estas, que são necessárias na vida de todas as pessoas visando uma melhor expectativa de vida e uma vida mais saudável.

Pessoas idosas que não são adeptas aos exercícios físicos estão mais vulneráveis aos acidentes do dia a dia. Pelo fato de não ter mais o equilíbrio necessário, a força não corresponder às necessidades, a resistência não permite que se execute qualquer movimento acima da sua condição.

Sendo assim, se eleva o risco de uma queda ao tomar banho ou ao caminhar em algum piso irregular.

Com o passar dos anos estas pessoas tendem a ficarem sedentárias, agravando ainda mais a situação, não tendo mais disposição para se movimentar, praticar qualquer atividade ou até mesmo para sair de sua residência.

Isso poderá causar doenças crônicas e degenerativas aumentando o caso de pessoas incapacitadas para a prática de atividades cotidianas.

Principais Doenças no Processo de Envelhecimento:

Algumas doenças são notórias na vida dos idosos, como a perda da força muscular, a diminuição da densidade óssea, o aumento da gordura corporal, a diminuição hormonal, a redução do débito cardíaco, a diminuição da função vital dos pulmões, a elevação da pressão arterial, entre outras.

Todas estas alterações acarretam desequilíbrios no organismo e deixando o idoso cada vez mais enfraquecido, podendo assim diminui sua expectativa de vida ou levá-lo ao óbito prematuro.

Todas essas afecções estão mais relacionadas com o estilo de vida do que propriamente com a idade cronológica do idoso.

Artrite:

É uma doença sistêmica de causa desconhecida, severa e progressiva cuja maior incidência ocorre entre mulheres.

Causa incapacidade, morbidade e mortalidade e responde pela redução da duração de vida de 4 anos nos homem e de 10 anos nas mulheres.

Acomete principalmente articulações, podendo causar-lhes sérias deformidades e afetando também outros órgãos: coração, pulmões, pele, nervos, olhos e tecidos subcutâneos.

Artrose:

É uma doença das articulações sinoviais e caracteriza-se pela perda focal da cartilagem e da resposta óssea reparadora. Dentre as afecções reumáticas constitui a causa isolada de mais importante de incapacidade locomotora. Na artrose, seja no joelho ou no quadril, melhora quando a pessoa ganha massa muscular. Para isso, recomenda-se a prática de exercícios aeróbicos e um reforço muscular, conseguido quando se pedala sem carga.

Osteoporose:

É uma doença osteometabólica localizada ou generalizada que se caracteriza por redução progressiva da massa/densidade óssea e modificações da arquitetura do tecido ósseo trabecular, resultando num estado de fragilidade óssea e aumentando assim os riscos de fraturas.

Doenças cardíacas:

As principais doenças cardiovasculares que acometem os idosos são:
insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, doenças das válvulas do coração (estenose aórtica e insuficiência mitral), arritmias cardíacas ventriculares e supraventriculares e mio cardiopatia hipertrófica.

Hipertensão Arterial: A hipertensão arterial, não resta dúvida, é a mais freqüente das doenças crônicas não transmissíveis em todo o mundo.

Nos idosos sua freqüência aumenta bastante, o que leva a uma grande demanda à assistência médica, diretamente ou pelas suas complicações, particularmente os acidentes vasculares cerebrais.

Diabetes:

Provocado pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características.

O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves conseqüências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente.

Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença.

No tratamento e prevenção de diabetes, essas atividades não bastam.

É preciso fazer também musculação, com pesos leves que variam de 1 a 2,5kg.

Contra distúrbios reumatológicos garantem que um trabalho de relaxamento e meditação, antes de fazer os exercícios, auxilia o paciente.

Acidentes:

As desordens da marcha e do equilíbrio colocam os idosos em riscos aumentados, a freqüência de quedas que resultam em traumatismos ou ate mesmo uma lesão mais grave como as fraturas.

As quedas resultam em lesões físicas, perdas funcionais ou períodos prolongados de imobilidade gerando assim a incapacidade e dependência do idoso.

Prática dos exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos é aspecto fundamental no processo de implantação de um programa específico para a promoção da saúde de pessoas da terceira idade e na prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento.

O processo de envelhecimento varia bastante entre as pessoas e é influenciado pelo estilo de vida e por fatores genéticos do indivíduo.

Hábitos saudáveis como: Não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, uma alimentação balanceada, um repouso diário entre 7h a 8 h, controle do estresse, vida social ativa, entre outros hábitos, irão auxiliar na promoção e na manutenção de uma qualidade de vida.

A prática regular de exercícios físicos para as pessoas da terceira idade além de ser fundamental, é o aspecto que exerce extrema importância na exposição e estimulação aos benefícios mais agudos e crônicos de sua prática.

A inserção de uma rotina de exercícios físicos no estilo de vida de pessoas idosas traz resultados quase que imediatos, pois estes são visíveis em curto prazo. Entre os benefícios causados, pode-se destacar um aspecto crucial na vida dos idosos, que é a diminuição de riscos de quedas e fraturas.

Além das doenças e problemas de saúde como hipertensão arterial, osteoporose, artrite e depressão, os exercícios físicos também podem diminuir a taxa de gordura corporal e aumentar a força muscular.

Idosos com boa aptidão física conseguem desempenhar as atividades básicas da vida diária não dependendo de outras pessoas e assim ter autonomia.

Os benefícios dos exercícios físicos para pessoas da terceira idade podem ser tanto físicos, sociais, quanto psicológicos.

Ao praticar exercícios físicos regularmente os idosos tendem a diminuir seus níveis de triglicerídeos, reduzirem sua pressão artéria, aumentar colesterol HDL (bom), aumentar à sensibilidade das células a insulina, reduzir da gordura corporal, aumentar a massa muscular, diminuir a perda mineral óssea, entre outros diversos fatores positivos para o praticante.

Praticar exercícios físicos diários – principalmente os aeróbios, de impacto, exercícios de peso e resistência – em intensidade moderada, com este trabalho físico, estará garantindo a independência da vida do idoso.

Podemos concluir que os exercícios físicos atuam de forma aguda e crônica nas mais diversas doenças.

Exercícios resistidos ajudam à manutenção da massa muscular e na densidade óssea, fortalecendo os músculos e os ossos.

Exercícios aeróbios auxiliam na perda de gordura corporal, melhoram a capacidade cardiorrespiratória fortalecendo o coração e os pulmões.

Os exercícios físicos também vão atuar na vida social do idoso, fazendo com que ele se mantenha motivado e ativo, podendo assim executar as tarefas diárias normalmente se dificuldade e com maior mobilidade e facilidade.

Fonte: Ronney Videres

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