Termina prazo dado para presidente do Zimbábue renunciar

  • Autor: Nova Opinião - Data 20/11/2017

O prazo dado pelo partido para que o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, deixe o cargo terminou nesta segunda-feira (20). A CNN informou que ele concordou em renunciar e já redigiu sua carta de demissão, mas até o momento o líder não fez um pronunciamento oficial. Os generais teriam concordado com todas as demandas feitas pelo chefe de estado, entre elas a imunidade para ele e sua mulher, Grace.

No domingo (19), Mugabe foi afastado da liderança de seu partido, o ZANU-PF, e recebeu um ultimato: caso não deixasse o cargo até o meio-dia desta segunda, os procedimentos para um impeachment seriam iniciados.

Emmerson Mnangagwa, ex-vice-presidente do país, que foi demitido por Mugabe há poucas semanas, torna-se o novo líder do partido e vai ser indicado pelo ZANU-PF à presidência do Zimbábue, segundo o ministro de cibersegurança Patrick Chinamasa.

Contrariando as expectativas, o presidente de 93 anos fez um longo discurso na TV estatal ZBC (Zimbabwe Broadcasting Corporation), mas não renunciou.

Apesar do ultimato do partido, a saída de Mugabe do cargo depende da aprovação parlamentar. Aos 93 anos, ele é o chefe de Estado em atividade mais velho do planeta e lidera o país africano há 37 anos.

Entenda a crise

A crise no Zimbábue começou no início da semana passada, quando militares informaram ter começado uma operação contra "criminosos" próximos ao presidente Robert Mugabe, tomando as ruas e assumindo o controle de prédios públicos e da TV estatal.

Isso aconteceu uma semana depois da queda do vice-presidente Emmerson Mnangagwa, que começava despontar como possível sucessor de Mugabe (e agora assume seu lugar na liderança do partido).

Mnangagwa foi demitido por deslealdade e sua saída foi vista como uma estratégia para ascender a primeira-dama Grace Mugabe ao poder.

Mugabe e a esposa chegaram a ficar confinados em sua mansão de luxo, conhecida como "Blue Roof", por imposição dos militares. No sábado, um sobrinho do líder havia dito que ele estava "pronto para morrer pelo que é correto" e não tinha nenhuma intenção de deixar o poder.

Fonte: G1

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