Defesa de Temer diz que pedirá nesta terça-feira acesso aos novos áudios da JBS

  • Autor: Nova Opinião - Data 05/09/2017

O advogado do presidente Michel Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, afirmou ao G1 que pedirá nesta terça-feira (5) ao ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso aos novos áudios das delações de executivos da JBS.

As novas gravações foram entregues à Procuradoria Geral da República na última quinta (31). Em junho, Temer foi denunciado por Rodrigo Janot com base nas delações da JBS e há a expectativa no mundo político que uma nova denúncia seja oferecida nos próximos dias.

"Vou requerer amanhã [terça] ao ministro relator do caso, Edson Fachin, o acesso às mídias", disse Mariz. "Depois de ouvir o conteúdo é que vou conversar com o presidente para definirmos as medidas jurídicas que serão adotadas", acrescentou.

O advogado disse ter conversado nesta segunda-feira (4) com Temer logo após Rodrigo Janot anunciar a investigação que vai apurar se houve omissão por parte dos executivos que fecharam o acordo. Temer está na China e, quando a informação foi divulgada, foi avisado por assessores.

A avaliação do governo

Segundo o G1 apurou, auxiliares de Temer avaliam que a revisão das delações, que pode levar à rescisão do acordo, favorece a estratégia do Palácio do Planalto de desqualificar a eventual segunda denúncia contra o presidente.

Na China, Temer adiantou a aliados que, ao retornar ao Brasil, vai analisar com Mariz as medidas jurídicas cabíveis. Não está descartado, por exemplo, tentar a anulação das provas apresentadas na delação.

Segundo aliados do presidente que integram a comitiva no exterior, o presidente pregou cautela em relação à decisão de Janot. "Michel estava tranquilo e pediu serenidade a todos", relatou ao G1 o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Interlocutores de Temer também relataram que o presidente pediu "serenidade" às pessoas mais próximas, uma vez que o conteúdo dos novos áudios ainda é desconhecido e trata, também, segundo Janot, do Supremo Tribunal Federal.

Conforme apurou o G1, o Palácio do Planalto deverá intensificar as críticas ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, e a Janot, caso se confirme a nova denúncia.

O discurso definido até agora é no sentido de afirmar que os delatores não são confiáveis e que inventaram ou omitiram fatos para evitar a prisão.

Fonte: Agência Brasil

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