Vereador Rivelino Martins denuncia escândalo de superfaturamento no Carnaval 2017 de Cajazeiras

  • Autor: Redação - Data 16/05/2017

O vereador oposicionista Rivelino Martins (PSB) apresentou durante a sessão ordinária desta segunda-feira (15), na Câmara Municipal de Cajazeiras, um levantamento que denuncia um suposto superfaturamento dos gastos com os cachês das atrações que animaram o carnaval desse ano na cidade.

Em seu levantamento, Rivelino comparou a quantia paga pelo contrato dessas bandas pela Prefeitura Municipal de Cajazeiras e a quantia paga por outras entidades a essas mesmas bandas.

Em um dos contratos, a PMCZ contratou o show da cantora Márcia Felipe por 130 mil reais. De acordo com Rivelino, essa mesma atração foi contratada em outras cidades por 75 mil reais, ou seja, 55 mil reais a menos.

O mesmo aconteceu com a banda Saia Rodada que foi contratada por 80 mil reais para se apresentar em Cajazeiras, e teria se apresentado em outras cidades pela metade do valor pago pela Prefeitura de Cajazeiras.

A diferença mais gritante foi com o show do cantor Jonas Esticado. Em Cajazeiras o cantor cantou por 100 mil reais. Já em Guarabira, segundo Rivelino, o valor do show teria sido de 40 mil reais, 60 mil a menos.

Rivelino destacou fatos que ocorreram logo no início da gestão do prefeito José Aldemir, como por exemplo a assinatura de um decreto de emergência administrativa. Além disso, o parlamentar também elencou, com prints de matérias jornalísticas, a declaração de José Aldemir de que não usaria recursos públicos para a realização do carnaval. “Pasmem os senhores que contradizendo o que disse, a prefeitura gastou o valor de mais de meio milhão de reais dos cofres públicos que segundo ele, não se abririam para gastos com o carnaval”, disse Rivelino.

Veja seu discurso:

CAJAZEIRAS NÃO MERECE ESSE "JEITO CERTO". (O carnaval de Cajazeiras com fortes indícios de irregularidades)

Venho mais uma vez exercer o meu dever de vereador por Cajazeiras. O meu desejo é comum ao da maioria da população, que busca a boa política que traga mais qualidade de vida e menos desigualdade, mais transparência e menos corrupção, mais inclusão e menos favorecimento ilícito de apadrinhados.

A nossa legislação é farta de normas que tratam do zelo com a coisa pública. Mesmo assim, alguns gestores ousam e se mostram indiferentes as leis de probidade administrativa e praticam atos ilícitos e clientelistas.

Quero fazer um relato em defesa de nossa cidade pelo zelo dos recursos públicos oriundos dos impostos que cada trabalhador(a) Cajazeirense paga.

Inicialmente, relembro de fatos ocorridos no início da nova gestão de Cajazeiras.

Em janeiro/2017 uma das primeiras ações do executivo foi editar um decreto sob a alegação de problemas financeiros encontrados para fazer gerir de forma satisfatória a cidade.

Acredito que pela forte tradição da cultura carnavalesca da cidade, o prefeito anunciou que iria realizar um grande carnaval, mas de forma prudente e zelosa garantiu que os cofres públicos do município não seriam abertos em hipótese alguma para gastos com festividades momescas.

Passada a festa, mediante requerimento desta Casa Legislativa, o prefeito apresentou a prestação de contas, mesmo que incompleta, pois não constam gastos com som, palco algumas bandas do palco principal nem as consta as praças alternativas do frevo e do rock.

Pasmem os senhores que contradizendo o que disse, a prefeitura gastou o valor de mais de meio milhão de reais dos cofres públicos que segundo ele, não se abririam para gastos com o carnaval.

Mas não é só isso. Cajazeiras pagou cachês artísticos que ultrapassaram os 120.000,00 (Cento e vinte mil reais), por artista. Valores esses mais altos que qualquer outro município da Paraiba que contratou as mesmas atrações entre janeiro e fevereiro do corrente ano.

 

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