Genival Dantas - genivaldantas@hotmail.com

Escritor e poeta natural da cidade de Pombal-PB, reside atualmente em Navegantes-SC. Graduado em Letras pela UFCG, Pós-graduado em Administração Hospitalar e Gerência Mercadológica. Já foi radialista e atualmente escreve para sites e revistas artigos e poesias que tratam da democracia plena, política e demais assuntos da atualidade.

Velhos hábitos segredados, repetidos em novas fórmulas de vidas

  • Postado em 23-10-2016

Temos passado por momentos de extrema dificuldade em entender o modelo de vida que se apresenta no decorrer desses novos tempos de mudanças generalizadas e fundamentos sócios políticos e as formas administrativas em vários sistemas de governos. Ficam mais axiomáticos os problemas que teremos em administrar nossos valores trazidos de outras épocas e adapta-los a uma nova realidade que tenta nos convencer do quanto estamos ultrapassados com as nossas tentativas de querer superar o novo com nossos conceitos subestimados pelas novas gerações.

É intrigante sentir os efeitos de uma nova forma de vida usada como uma conduta colocada em prática sem respeito aos conceitos de moral e ética, uma caminhada em direção ao escuro, mas, que se caminha sem a preocupação do ponto de chegada, o novo lugar a ser conquistado e com as pessoas que teremos de conviver sem saber se são proativas e mesmo sem imaginarmos as vicissitudes que certamente teremos.

Lembro e não faz muito tempo, existia uma sequencia lógica na nossa convivência entre os humanos, fazíamos parte de uma sociedade patriarcal, a constituição da família era o objetivo de todos nós, o interesse era que o casal fizesse crescer seus descendentes, dando continuidade a formação implantada pelos antecedentes, de forma que fosse sempre um crescimento contínuo, e que o futuro fosse sempre próspero. Claro que nem sempre seguia essa lógica, ocorriam alguns acidentes de percurso e o barco dos sonhos e objetivos, muitas vezes desaguava em mar revolto, e o recomeçar sempre foi mais difícil para todos nós e em qualquer tempo.

Quando vemos a formação das novas famílias seguindo as regras mais próximas da liberdade absoluta, sem a interferência dos preconceitos idiotas e nefastos, mas, cheios de incertezas, por se tratar de uma nova maneira de relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, sem acuidade necessária, pois, não há como comensurar valores de referencias, a preocupação maior é com os filhos adotados por esses e qual o legado que teremos doravante. Se não houver ruptura ou separação dos casais imagino que não haverá consequências negativas. Caso venha ocorrer divergências entre o casal e se tiver algum filho adotivo, certamente esse membro sofrerá mais com uma nova adaptação em um novo lar, e agora formado por um casal tradicional, ou seja, um homem e uma mulher, na hipótese da adoção ser por um novo casal homo afetivo, ou seguir com um dos componentes, remanescentes do casamento desfeito, não haverá problemas. Essa é apenas uma reflexão sobre os novos rumos e comportamentos do ser humano, tentando entender o novo mundo que estamos formando.

Quanto ao mundo político as dificuldades de entendimentos são maiores. Dizer que nunca tivemos corrupção em nosso país é ser no mínimo ingênuo ou mal informado. Sempre tivemos pessoas dentro da política comprometidas com o lado desonesto da vida. Essa história de comissões pagas em determinadas compras, tanto no público quanto no privado, essa é uma cultura arraigada na nossa República, desde sua proclamação. Infelizmente esse é um processo que vem se avolumando na proporção que o país cresce e surgem novas oportunidades, dessa forma, o desgaste que temos hoje no meio político é exatamente em decorrência das facilidades encontradas nas novas formas de administração, e a ausência total de conceitos morais que passaram a não fazer parte da nova sociedade do nosso tempo.

Sinto vergonha de me ter acompanhado, em muitas ocasiões, por pessoas que fazem parte desse contexto nefasto e indecoroso, é lamentável, mas não sabemos definir quem é ou não honesto, as pessoas só se revelam quando passam a ter poder ou dinheiro, quando não os dois juntos.

Tenho a concepção que a política é insidiosa, transforma, muitas vezes, o homem sério e honesto, no maior dos venais, arquétipo dos canalhas, o maior dos sanguessugas. No momento não há como não ter essa sensação desagradável por uma classe que foi uma das mais respeitosas e respeitadas em todo mundo, composta por uma maioria de pessoas honradas e honrosas, entretanto, foi resumida em coletivo da promiscuidade humana. Evidentemente há exceções, mas a grande maioria dos políticos na ativa ou excluídos por mal comportamento no meio, esses não merecem o nosso respeito e a nossa gratidão, por tudo aquilo que não fizeram pelo país, dessa forma, não se fizeram respeitar.

Genival Torres Dantas
Escritor e Poeta
dantasgenival@hotmail.com

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